sábado, 22 de janeiro de 2011

Diário de tempos difíceis (ou não) - Dia 0

Neste momento estou tomando uma ceva, no meu apartamento alugado, que, hoje, 21 de janeiro, é uma filial de Bangladesh.

Caixas espalhadas por todos os lados guardam vestígios da vida que construí nos últimos 13 anos e que estão de muda para duas casas que não são minhas: as de minha mãe e de minha irmã. A mudança é amanhã de manhã.

Vou entregar este apê bem antes do que o que comprei ficar pronto. A promessa da construtora era de que a entrega fosse em fevereiro, porém, se eu der sorte, o apartamento ficar pronto até lá, haverá alguns trâmites. Vistoria, habite-se, e um mês para possíveis reparos. E haverá reparos, pelo que vi no condomínio que ficou pronto antes (e que é idêntico ao meu).

Assim, casa nova só em abril.

Essa mudança de planos não me dá uma sensação de tristeza, mas de frustração. Eu sonhei tanto, quis tanto, fiz compras...

E, este ano que recém começou tropecei em tantas pedras, tive tantos probleminhas, coisas que pareciam certas e que acabaram dando errado, gastei tanto dinheiro, me preocupei tanto - e me preocupo ainda -, me sinto tão cansada, que pareço andar na rua carregando nas costas todas as pessoas que me prometeram ouro e que me deram cascalho.

Mas decidi parar de lamentar, porque, afinal de contas, chorar nunca levou ninguém a lugar algum e eu nunca consegui nada com facilidade. Nem chorando. Do céu, pra mim, só cairam chuva e raios.

Então, era isso. Bola pra frente

O solar da Serafim Valandro estará vazio amanhã.
Mas eu não.

1 comentários:

JAMES PIZARRO disse...

Assim é que fala !
Bola pro mato que é jogo de campeonato !
Pensa bem firmemente nisso : "um dia vou me cagar de dar risada disso tudo que me aconteceu".
Minha solidariedade, meu pensamento positivo e minha energia !!!
Beijo

JP